Eu quero chorar, mas as lágrimas não descem.
Eu não quero mais sentir. Não me permito sentir.
Reprimo o sofrimento como se minha vida dependesse disso.
E de certa forma, depende.
Foram tantas palavras não ditas, malditas, que não deveriam ter sido ditas.
Mas foram.
Me cortaram mais fundo que uma lâmina afiada.
Deixaram cicatrizes maiores que as dos meus pulsos.
E elas doem até hoje, e como doem.
Depois de tanto tempo eu achei que já estaria vacinada, acabei por descobrir que não existe vacina pra amor verdadeiro.
O sofrimento é consequência. É constância.
Sortudos são aqueles que vivem seus amores de forma romântica.
Eu vivo no frio, no escanteio, na não opção.
E não é que não tenha reciprocidade, é que ela veio de uma forma diferente que infelizmente não é suficiente pra mim.
E
Como
Dói
Viver
Assim.
Mas a gente segue, tentando ser o melhor que pode, demonstrar o suficiente, sentir o mínimo possível.
Até não sobrar nada do coração que um dia quis tanto abraçar alguém, que morreu sufocado no próprio amor perdido.
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
Capítulo XVI
Assinar:
Comentários (Atom)
Capítulo XXVIIII
Tropecei na mesa No chão escorregadio Na desesperança Te vi pirar Me deixei levar Pela relevância Não calculei a queda Não desviei d...