quarta-feira, 26 de junho de 2019

Capítulo XXVIII

O cheiro característico
O sabor que não sai da boca
O que me queima os dedos
E por dentro

As marcas estão em minha pele
E no meu peito
Me matando
Cada dia mais lento

Quando trago, é incrível
Quando acaba, é terrível
Mas eu acendo de novo
Pra esquecer o vício

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Capítulo XXVII

Tua pele chocolate
Teu perfume adocicado
Feito leite condensado
E essa mania de me enrolar

Quando surta, me devora
Mas se despede sem demora
Se o teu amor chamar

E eu fico tipo brigadeiro
Mordida, enrolada
Até teu próximo inverno chegar

domingo, 9 de junho de 2019

Capítulo XXVI

Notas sobre ele:

Por fora era calmaria.
Por dentro, ninguém sabia o caos que se fazia.
Meio cheio, meio vazio.
Quem sabe dizer?
O menino dos devaneios sem fim não quis ver o que viria.
Chegou a ter medo do amanhecer.
Um pouco perdido, ele seguiu, sem fantasias.
E o menino que antes escrevia, virou suas próprias poesias.
De cabeça, se jogou num abismo.
E hoje enfrenta um de seus piores medos, a separação.
Menino dos devaneios sem fim que antes escrevia e virou suas poesias, liberdade é viver.
Seja liberdade, que não terás um dia de solidão.

Capítulo XXVIIII

Tropecei na mesa No chão escorregadio Na desesperança Te vi pirar Me deixei levar Pela relevância Não calculei a queda Não desviei d...