domingo, 14 de julho de 2019

Capítulo XXVIIII

Tropecei na mesa
No chão escorregadio
Na desesperança

Te vi pirar
Me deixei levar
Pela relevância

Não calculei a queda
Não desviei da bala
O corte foi profundo

Mas não posso te culpar da ferida
Se a intenção era ficar
Na mais pura inocência

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Capítulo XXVIII

O cheiro característico
O sabor que não sai da boca
O que me queima os dedos
E por dentro

As marcas estão em minha pele
E no meu peito
Me matando
Cada dia mais lento

Quando trago, é incrível
Quando acaba, é terrível
Mas eu acendo de novo
Pra esquecer o vício

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Capítulo XXVII

Tua pele chocolate
Teu perfume adocicado
Feito leite condensado
E essa mania de me enrolar

Quando surta, me devora
Mas se despede sem demora
Se o teu amor chamar

E eu fico tipo brigadeiro
Mordida, enrolada
Até teu próximo inverno chegar

domingo, 9 de junho de 2019

Capítulo XXVI

Notas sobre ele:

Por fora era calmaria.
Por dentro, ninguém sabia o caos que se fazia.
Meio cheio, meio vazio.
Quem sabe dizer?
O menino dos devaneios sem fim não quis ver o que viria.
Chegou a ter medo do amanhecer.
Um pouco perdido, ele seguiu, sem fantasias.
E o menino que antes escrevia, virou suas próprias poesias.
De cabeça, se jogou num abismo.
E hoje enfrenta um de seus piores medos, a separação.
Menino dos devaneios sem fim que antes escrevia e virou suas poesias, liberdade é viver.
Seja liberdade, que não terás um dia de solidão.

domingo, 19 de maio de 2019

Capítulo XXV

A página em branco
É onde eu reescrevo
A minha história
Com dor e sem demora

A condição de me entregar
Sem restrição
É avassaladora
Temida

Os dias se arrastam
Como eu
Na procura de algo
Que seja capaz

Com o peito apertado
Eu suplico em sussurro
Alguém que traga paz
Pra esse ardor absurdo

Capítulo XXIIII

Sobre perdas e danos
Os enganos que cometo
As dores que sinto
Os amores insanos

O que vai
Nunca volta igual
Eu me jogo de alturas imensuráveis
Dentro de pessoas irracionais

No vazio que sinto
Continuo existindo
A arte que falta
É a de amar por completo

Coração partido em coração partido
Eu sigo meu caminho
Tentando entender o que me faz
Querer entrar em pessoas rasas demais

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Capítulo XXIII - Colaboração

Chamava-se Vitória, dizia, mas o fracasso dominava
a mente acusava
tantos erros sem conserto
tantas falhas sem jeito
no que achava um modo errado de viver
e aprender.

Teimava no que dizia o coração
que nada despertava maior emoção
que viver no caminho do amor
Mas como amar? Se tudo não passa de dor?
Como ser feliz?
Se todos passam só pra me deixar cicatriz?

Ainda assim insistia sem demora
que buscar a felicidade lá fora
era correto com mais alguém
e mais bonito também.

E então Vitória traçou todos os planos possíveis
E se jogou de cabeça de alturas incríveis
Direto no coração de pessoas (pra ela) especiais
que não passavam de babacas irracionais.

O caminho é esse mesmo, ouvia
E continuava amando na esperança de que tudo
se resolveria

Colava os cacos de coração no peito
e quando tudo estava feito
amava como se fosse a primeira vez
mesmo que fosse o quinto coração partido naquele mês.

As pessoas não te merecem, pequena Vitória.
Só uma sugestão.

- Bruno Andrade

Capítulo XXVIIII

Tropecei na mesa No chão escorregadio Na desesperança Te vi pirar Me deixei levar Pela relevância Não calculei a queda Não desviei d...